quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Para o designer-chefe e vice-presidente de design de World of Warcraft, Rob Pardo, os grandes blockbusters focados em modos campanha extensos podem estar com os dias contados. Em entrevista ao site GamesIndustry, Pardo elencou diversas “ameaças” à continuidade dos grandes títulos single player — incluindo a pirataria, a prática de alugar jogos e o desenvolvimento dos ambientes online. “Eu não vejo um grande modelo de negócios para isso atualmente”, disse o designer ao referido site — embora não sem algum lamento, é verdade. “Isso é realmente triste. Há vários elementos por aí que conspiram para tornar a produção desses games cada vez mais difícil.” Questões econômicas, naturalmente, encontram-se no centro do possível declínio. “Entre a pirataria e a prática de locar games, torna-se complicado para as publicadoras colocar milhões e milhões de dólares em um jogo, sem necessariamente ter o retorno que justificaria esses orçamentos.” O fim do single player... Ou uma transformação? Assim como vários outros “teóricos apocalípticos” atuais, Pardo chama a atenção para o desenvolvimento dos ambientes interconectados. “Uma grande ameaça surge de conectar todos em seus jogos, trazendo uma experiência online completa, como a de World of Warcraft — ou simplesmente promovendo uma experiência social com outras pessoas em jogos com estilo single player. É possível ver todos esses elementos sendo explorados.” Para o designer, portanto, o ponto de encontro entre os ambientes online (cada vez mais instalados) e os tradicionais modos história não necessariamente representam o fim do estilo característico do single player. “Trata-se de como eu posso ter uma experiência online em torno dos games que eu jogo — mesmo que, no fundo, eles sejam single player.” Em um exercício de futurologia, Pardo prevê ainda que novos modos de jogo “ainda não imaginados” podem acabar surgindo. Fonte: GamesIndustry


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A EA anda apostando demais em formatos conhecidos? Não para o chefão do braço europeu da publicadora. Para Patrick Soderlund, basta uma rápida olhada em jogos como Need for Speed: Most Wanted e Battlefield 3 para perceber que as capacidades criativas da Electronic Arts andam a todo o vapor.
“Muitas pessoas criticam a EA por não inovar”, reconheceu o executivo em entrevista ao site MCV. “Mas olhe só o que a EA fez com Battlefield 3. Digamos que se trata de um jogo diferente de tudo o que você possa ter visto antes. Ao reparar nas animações, no áudio e em cada pequeno detalhe da experiência visual, pergunta-se: “Como nós poderíamos mudar isso?”.
De acordo com Soderlund, “se isso não é inovação, então eu não sei o que é”. E ele continua: “Então você olha para Most Wanted neste ano, e há ali um Need for Speed realmente legal e diferente. Essas coisas não ocorrem por acaso. Trata-se de estratégias cuidadosas, sempre com alguém dizendo: ‘Isso provavelmente ainda não está bom o suficiente’”.



Por fim, categórico, ele conclui: “Para mim, o dia em que nós pararmos de desenvolver novos projetos será o dia em que passaremos a nos manter vivos por aparelhos — e então começaremos a morrer, lentamente”. Soderlund ainda reforça que a inovação é necessária para que os grandes cérebros pensantes da indústria mantenham-se ativos. “Eles reamente precisam de algo para pensar a respeito. Eles possuem muita criatividade e precisam colocar isso para fora.”
Por fim, Soderlund ainda retoma as promessas de Frank Gibeau, garantindo que há, atualmente, diversos títulos em desenvolvimento para as plataformas de oitava geração da Microsoft e da Sony — o que deve ocorrer no ano que vem.
Fonte: MCV

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